António Guerreiro, caderno Actual, Expresso, Lisboa, 2004.
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Em Portugal, os «Queer Studies» são quase inexistentes. Um livro de Eduardo Pitta, Fractura... [...] tem, neste domínio, um papel pioneiro, entre nós. Esse é o seu mérito [...] Estranha «queer reading» esta, que se exaspera com as subtilezas dos textos, em vez de procurar precisamente nos caminhos desviados e produtores de efeitos uma escrita atravessada por um desejo e por relações de sentido que exigem uma subtil hermenêutica [...] É fácil perceber a razão destes equívocos: Eduardo Pitta está mais interessado em atribuir «identidades» do que em encontrar formas de escrita. Deste modo, ele não podia estar mais refém da categorização normativa do discurso heterossexual.