David Mestre, A Província de Angola, Luanda, 1973.
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Eduardo Pitta, autor dos mais jovens de entre os seus pares, é todavia já todo um poeta reclinado no âmago fascinante da palavra comunicada como exercício vital: «Custa-nos o discurso indirecto / no devir das palavras deficitárias [...] em que agora nos foi tão exíguo / um tempo de mapas a arder / no tableau-noir de um qualquer continente / em chamas?» [...] Luminosa e cruel, plena de subtilezas linguísticas, bela e corrosiva, cianídrica, devagarosa até à vertigem, veloz até ao êxtase, sólida e solitariamente, ela (a Poesia moçambicana) vai-se escrevendo, desenrolando o seu prumo, individualizando-se no cruzamento dos seus diversos aspectos e rumos.