João Gaspar Simões, Diário de Notícias, Lisboa, 1980. Cf. Crítica II, Tomo III, Lisboa: INCM, 1999.
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Por isso mesmo oscila a balança idiomática do autor de Um Cão de Angústia Progride, entre o que quase não faz sentido lógico e o que está cheio de sentido lógico [...] Livro realmente belo, angustiosamente belo, ao livro de Eduardo Pitta vêmo-lo na perspectiva em que vimos os livros de Rui Knopfli e na mais larga perspectiva em que vimos os próprios livros de Cinatti, de Tomaz Kim, de Sophia Andresen [...] e, porque não, os próprios livros de Jorge de Sena. O drama do apatridatismo destes poetas nados, formados e amadurecidos ao sol de outras pátrias, de outras culturas ou de outras línguas [...] está bem presente na angústia que morde como um cão as entranhas do poeta.