Jorge Listopad, rev. Colóquio-Letras, n.º 62, Lisboa, 1981.
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Quem conhece o teatro sabe o que é a voz branca: os poemas do Autor são ditos por essa voz [...] O silêncio, a mudez, a memória (os «arquétipos» dela, num verso menos feliz, explicativo), a ausência, a distância, o exílio, a condição do apátrida, são os dados psicossomáticos dessa brancura [...] O título do livro apresenta-se exacto, sobretudo quanto ao seu verbo: a progressão da angústia articula-se no essencial e envolve, concretamente, o verso e o seu leitor, dificilmente insensível a essa démarche.