Isabel de Sá, Jornal de Notícias, Porto, 1984.
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A Linguagem da Desordem é, efectivamente, um percurso através de vários corpos entre «o caos e a memória». Uma espécie de violência surda se desprende destes poemas, onde palavras como espelhos, dentes, crime, têm uma importância fulcral [...] Eduardo Pitta aposta na «viagem». Viagem não superficial, ao interior dos seres que deambulam, inconscientes ainda dos valores que os amarram à realidade circundante: «É pela música que chego / e vos digo do insubordinado pulsar / de outra vontade.» [...] Todo o investimento está neste jogo, por vezes duro, cruel, difícil.