Amador Palacios, rev. Hora de Poesia, n.º 48, Barcelona, 1986.
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Eduardo Pitta gosta do poema curto, conciso e, muitas vezes, aforístico, o que, entretanto, não impede que a sua poesia se povoe de uma nebulosidade sugestiva, apta para a melhor comunicação com o leitor. Nos seus poemas predomina um erotismo hermético, uma palavra palpitante e sinuosa que faz dele, deste modo, uma das vozes mais características da nova poesia portuguesa.