César Antonio Molina, supl. Libros, El País, Madrid, 1987.
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Eduardo Pitta viveu e vive o dilema de ter duas pátrias e de, ao mesmo tempo, não ter nenhuma. A este respeito escreveu em 1971 um verso lapidar: «apátridas que somos / daquela pátria que nos sobra.» Culturalmente ligado desde a infância à matriz portuguesa, mantém também uma forte relação com o mundo cultural anglo-saxónico [...] Mas a poesia de Eduardo Pitta reflecte igualmente outras preocupações, pois não é apenas, na expressão feliz do poeta galego Ramiro Fonte, «um sentimento da terra perdida».