Luís de Miranda Rocha, Diário de Lisboa, Lisboa, 1988.
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Por um lado, parece haver, na cena discursiva, uma excessiva afluência de prevalorizações (temáticas e assumptivas) do real, da realidade e da experiência pessoal ou nos domínios, antes de outros, da afectividade [...] Mas diga-se que Pitta continua a praticar uma linguagem fortemente investida numa metafórica metonímica de grande intensidade denotativa, e numa sintaxe interessada na contenção e na concisão [...] A sua obra propõe-se, no entanto, como das mais esclarecidas acerca de tradições ascendentes e de processos vários para os transformar e superar.