Ana Marques Gastão, Diário de Notícias, Lisboa, 1999.
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Ferida de realidade, a poesia de Eduardo Pitta, agora coligida num só volume [...] dá testemunho de uma voz estrídula, pulsional, desabrida, atenta a um sentido sobressaltado do ritmo e das mudanças de respiração [...] O entendimento do mundo não passa, para o poeta, pela simples compreensão da linguagem, breve, acutilante, alusiva, hostil à incontinência discursiva, mas pela decifração de uma interioridade obscura, perturbadora, solitária.