Jorge Listopad, Jornal de Letras, Lisboa, 2001.
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Persona. É nome de livro [...] Três prosas de diferente extensão, confundindo-se numa, numa zona, formando um universo. O enigma poético filtra a homossexualidade latente, factual, ressuscitando a memória dos pequenos infernos, evocando África, mais exactamente os últimos momentos de Moçambique colonial e Lourenço Marques branco. O seu autor é poeta [...] de nome Eduardo Pitta. Desde então, o poeta sabe a cifra da escrita, rara e original; porém, nem sempre quer ajudar a decifrá-la. Claro, leia Persona quem quiser e quem puder, mas não se fique pelo meio quem gostar pelo menos de uma página: creio que o delgado livro, independentemente de todos os possíveis juízos de valores, pode tornar-se, num dia próximo, um objecto de culto.