Fernando Pinto do Amaral, História da Literatura Portuguesa, Vol. 7, Óscar Lopes e Maria de Fátima Marinho (Eds.), Lisboa: Alfa, 2002.
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Eduardo Pitta [...] cuja obra relativamente escassa traduz a sedução por um universo fortemente erotizado em que as memórias afectivas não se acompanham por qualquer fluida nostalgia, mas engendram, pelo contrário, flashes onde cintila a presença dos corpos e dos olhares subitamente vivos na deflagração dos instantes e na sua cristalização á superfície do poema. O resultado conduz a uma concisão epigramática repartida por motivos geralmente relacionados com o desejo homossexual e com a sua tensão, geradora de alguma asfixia ao nível das convenções sociais.